Escola Aberta

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Bullying

   Brincadeiras de mal gosto,apelidos,xingamentos,essas e muitas outras coisas acontecem nas escolas do Brasil e também de muitos cantos do mundo. São coisas que fazem com que muitas de nossas crianças deixem a escola tudo por que tê-em medo de contar aos pais aos professores o que lhe acontece.
  Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
   
  Descobrimos que no Brasil foi uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
   Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.
 
Bullying: conheça suas causas e consequências

Destaque da Matéria
O bullying é um comportamento agressivo ou debochado dos colegas sempre com um "eleito" da turma
Foto: Dreamstime
Brincadeira de criança é normal e até saudável. O problema é quando ela passa do limite e vira um problema sério: o bullying (a pronúncia é búlin). "O bullying é um comportamento agressivo e repetitivo. Nele, uma criança sempre será o dominador e a outra, a dominada", explica a psicóloga Andreia Calçada.

O bullying ocorre por vários fatores mas, na maioria dos casos, o que predomina é o ambiente familiar: se uma criança vive num clima de desrespeito, ela pode passar de vítima (em casa) a agressora (na escola) e oprimir os colegas. Isso pode resultar em depressão e dificuldade para relacionar-se. Veja como proteger e ajudar seu filho a superar essa difícil situação.

1º Passo

Decubra o problema
A conversa é a base de tudo. Questione seu filho, sem usar tom de cobrança. No livro Proteja seu Filho do Bullying (ed. Best Seller), o autor Allan L. Beane dá dicas das perguntas certas a fazer:
- Quem estava envolvido?
- Quem foi o agressor?
- O que disseram exatamente para você?
- Quando aconteceu?
- Onde você estava?
- Tinha algum adulto por perto?
- Como você reagiu?
- Há quanto tempo isso acontece?

2º Passo

Peça ajuda à escola A maioria dos casos de bullying ocorre dentro da escola. Pense em você e na instituição como uma equipe. Entre sempre em contato para ver como andam as coisas por lá:
- Explique o que seu filho está vivendo.
- Conte quem está fazendo isso com ele.
- Peça para que a atenção com aquela turma seja maior.
Destaque da Matéria
Não chorar ou retrucar é uma forma de mostrar superioridade
Foto: Getty Images

3º Passo

Preserve a criança
Tem mãe que incentiva a briga, outras dizem para ignorar. Mas o ideal é a criança se preservar. "A vítima deve ser inteligente e se defender de um jeito que o agressor não perceba que está conseguindo atingi-la", ensina Andreia. Ou seja, a criança não deve retrucar e chorar para não mostrar fraqueza, e sim, superioridade.

4º Passo

Quando a situação sai do seu controle, o que fazer? Desesperar-se não vai solucionar o problema. Se a escola não resolveu, se seu filho não conseguiu se defender da humilhação e você não sabe o que fazer, mantenha o autocontrole.
- Mude!
Matricule-o em outra escola se essa não estiver dando certo. Em outra instituição, ele pode encontrar amigos com mais afinidades.
- Troque o foco Faça-o se entrosar com outras crianças, colocando-o em aulas de que ele goste, como natação, futebol, cursos de inglês ou outros.
- Elogie-o
Assim, você demonstra que seu filho é importante. A autoestima dele vai subir de novo.

Fonte: M De Mulher

 

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